Facebook “desliga” robôs que ganharam vida própria

31/07/2017 - 14:00 | Por: Circolare

Essa notícia deu, digamos assim, um medinho na gente. Sabe aqueles filmes de ficção científica, com robôs que dominam os humanos e o medo…pois é!

Os pesquisadores do departamento de Inteligência Artificial do Facebook precisaram “desligar” dois robôs que criaram um novo idioma que os humanos não conseguem entender. Através de um algoritmo próprio, dois “bots”, “Bob” e “Alice”, foram liberados para conversar livremente com o objetivo de melhorar as suas capacidades. O que aconteceu é que os robôs começaram a se comunicar de uma forma totalmente nova, criando sua própria programação, chegando ao ponto de que essa conversa se tornou incompreensível para os seres humanos.

No começo, pensaram que era um erro, mas puderam comprovar que estavam se comunicando em uma linguagem nova e desenvolvida por “eles”. Os pesquisadores decidiram “apagá-los”, já que poderiam perder o controle sobre os robôs.

Olha o papo!

 

Em 2016, Mark Zuckerberg quer criar seu próprio assistente pessoal

04/01/2016 - 16:00 | Por: Circolare

Já virou tradição.Todo começo de ano Mark  Zuckerberg se compromete com um novo desafio pessoal e, 2016 nào foi diferente e ele revelou seu plano em uma postagem no Facebook.

Zuckerberg pretende desenvolver um assistente de inteligência artificial para a sua casa, igual o “Homem de Ferro” tem em seus filmes. Conforme o post, a ideia é poder executar, somente com comandos de voz, tarefas rotineiras, como controlar a música, iluminação, temperatura e outros itens da casa.

“Vou começar por explorar o que a tecnologia já oferece. Então eu vou começar a ensiná-lo a entender a minha voz para controlar tudo em nossa casa – música, luzes, temperatura e assim por diante. Vou ensiná-lo a deixar amigos entrar em casa ao reconhecer seus rostos quando eles tocarem a campainha. Vou ensiná-lo a me avisar se alguma coisa está acontecendo no quarto de Max que eu precise verificar quando eu não estiver com ela. No trabalho, ele vai me ajudar a visualizar dados em realidade virtual para me ajudar a construir serviços melhores e liderar minhas organizações de forma mais eficaz”, escreveu no post.

O futuro é mesmo assustador?!

18/02/2014 - 09:30 | Por: Circolare

Quem já assistiu o novo filme de Spike Jonze, “Ela”, deve ter ficado com uma pulga atrás da orelha. O longa conta a história de uma cara solitário (Joaquim Phoenix)  que se apaixona por uma sistema operacional superinteligente, capaz de sentir suas emoções e ao mesmo tempo conversar com você como uma espécie de terapeuta particular. A “voz” que sai de seu aparelho de telefone, se chama Samantha (Scarlett Johansson), é realmente sedutora, e faz com que a história fique estranha mas ao mesmo tempo encantadora.

Mas, muitos devem ter se perguntado se isso seria mesmo possível. Será que iríamos gostar do mundo futurista? Será que as vozes da “Siri” seriam mesmo tão sexy como a do filme? Para responder todas essas perguntas, a revista Rolling Stone chamou três pensadores da futurologia para darem as respostas. Confira abaixo e tire suas próprias conclusões.

– Ray Kurzweil (autor e ilósofo da tecnologia) –
“Pelos meus cálculos, inteligência artificial do nível Samantha vai aparecer em 2029, mais ou menos. Mas não será uma coisa “nós” contra “eles”, ou humanos aperfeiçoados contra máquinas. Não importa se as máquinas serão inimigas ou amantes, vamos nos integrar com elas. Seremos aperfeiçoados – e eu ainda afirmaria que já estamos sendo aperfeiçoados com os dispositivos que temos. Já conseguimos estender nossa capacidade mental com computadores. Mesmo que eles ainda não estejam dentro dos nossos cérebros e corpos, essa é uma distinção arbitrária. Eu escrevi meu livro mais recente levando uma fração do tempo que levei no meu primeiro livro só por causa de todas essas tecnologias que temos. E elas estão ficando cada vez mais perto. Existem dois bilhões de smartphones no planeta. Em 2030, quando os computadores terão o tamanho de células, eles poderão entrar nos nossos corpos sem dificuldade e sem serem invasivos”.

– Jaron Lanier (pioneiro da realidade virtual) –
“As pessoas já estão dispostas a acreditar que o Facebook, Google ou a Netflix nos conhecem – mas isso é simplesmente um código criando um jogo de confiança. Mas quem controla Samantha? Por que a empresa que a fabrica existe? Samantha é mesmo real, em termos de inteligência artificial de verdade? O fato de você acreditar que a máquina ganhou vida não quer dizer que ela ganhou de verdade. Talvez haja uma sala cheia de caras atuando como manipuladores, roteirizando cada momento de Samantha. Ou então, suponha que Samantha é um golpe que envolve uma atriz trabalhando para criminosos em algum lugar. Nunca haverá um “medidor de consciência” confiável para determinar se supostas IAs são reais, o que quer dizer que cabe a nós decidir de acreditamos nelas ou não. Eu sempre argumentei que a escolha mais pragmática é não acreditar.”

– Douglas Rushkoff (autor e teorista sobre o cyperespaço) –
“Quem nessa sociedade estranha e doentia não ia querer uma entidade Stepford [referência ao filme As Esposas de Stepford, que eram mulheres criadas para serem perfeitas]? Especialmente se for Scarlett Johansson! Mas no filme – e em grande parte da comunidade científica – há uma presunção nas entrelinhas que não é questionada, de que conforme a tecnologia fica mais complexa, a consciência vai emergir. Que nossos robôs, computadores, aparelhos ou programas vão alcançar esse ponto preciso em que serão consciências, e então nos ultrapassarão. Mas lembra de como as pessoas reagiram mal quando a Dell contratou pessoas da Índia para lidar com os consumidores? Mesmo cidadãos fluentes em inglês e com nível universitário da Índia não conseguiam formar uma conexão suficiente com os norte-americanos para satisfazer as necessidades deles. Isso me faz pensar que o tipo de fantasias de que estamos falando estão a centenas de anos de distância, e não a algumas décadas.

Imagem: Reprodução

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