Para algumas famílias, escolher um destino de férias envolve muito mais do que pesquisar hotel, passagem e restaurantes.
É preciso pensar nos estímulos, no barulho, na iluminação, na alimentação, nas filas, na quebra da rotina e em como lidar com possíveis momentos de sobrecarga.
Em João Pessoa, na Paraíba, um novo projeto propõe justamente mudar essa lógica.
Com investimento estimado em R$ 40 milhões, o resort será pensado para receber pessoas neurodivergentes, pessoas com deficiência e suas famílias, reunindo quartos adaptáveis, espaços sensoriais, lazer e suporte em um único lugar.
A iniciativa chega em um momento em que o turismo brasileiro começa a olhar com mais atenção para a acessibilidade. Em maio, o Ministério do Turismo lançou um guia voltado ao atendimento de turistas neurodivergentes.
A ideia é simples, mas ainda pouco comum: não pensar na acessibilidade como um complemento, e sim como parte da experiência desde o começo.
Porque viajar deveria ser sobre descobrir novos lugares e não sobre calcular cada possível dificuldade antes de sair de casa.
