Depois de transformar música, podcasts e audiolivros em um único ecossistema, o Spotify agora dá um passo além do digital. A plataforma prepara a venda de livros físicos diretamente pelo aplicativo, começando pelos Estados Unidos e Reino Unido, em um movimento que amplia sua ambição no mercado editorial, hoje amplamente dominado pela Amazon.
A aposta é clara: capturar o chamado leitor multimodal, aquele que alterna entre o papel e o áudio ao longo do dia. Para isso, o Spotify desenvolveu o recurso Page Match, que sincroniza o ponto exato da leitura no livro impresso com a versão em audiolivro, permitindo continuar a história no fone de ouvido exatamente de onde parou na página.
O lançamento acontece em parceria com a Bookshop.org, plataforma criada para fortalecer livrarias independentes e dividir a receita com esses estabelecimentos, em contraste com o modelo centralizador das big techs.
O Spotify, por sua vez, passa a receber comissão pelas vendas realizadas dentro do app.
O movimento vem embalado por números expressivos: o consumo de audiolivros dentro da plataforma cresceu de forma consistente no último ano, tanto em número de usuários quanto em horas ouvidas. Um sinal de que o áudio deixou de ser complementar e passou a disputar espaço real no hábito de leitura.
