A Amazon decidiu encerrar parte de sua aposta no varejo físico ao anunciar o fechamento das lojas Amazon Go e Amazon Fresh, dois dos principais projetos da empresa fora do ambiente online.

As operações, conhecidas pelo sistema “grab and go”, no qual o cliente entra, pega os produtos e sai sem passar pelo caixa, lojas quase sem pessoas, sem caixas, sem conversa, simbolizavam a tentativa da gigante de tecnologia de reinventar a experiência de compra presencial.

Apesar do apelo tecnológico, o modelo enfrentou desafios relevantes: custos elevados de operação, dificuldades de escala, limitações do sistema automatizado e uma adoção mais lenta do que o esperado por parte dos consumidores.

A notícia, divulgada pela Bloomberg, reforça um movimento mais amplo do mercado: nem toda inovação tecnológica se traduz automaticamente em sucesso comercial.

O recuo não significa o abandono do varejo físico, mas sim uma recalibração de estratégia.

A Amazon não está desistindo de lojas físicas.
Ela está desistindo desse modelo específico (ultra-automatizado, sem caixa, sem contato humano).

Em vez disso, a empresa está:
mantendo supermercados físicos “normais”, mas melhorados; conectando essas lojas ao digital (app, delivery, Prime, dados do cliente).

Ou seja, conectados ao online e alinhados à forma como as pessoas realmente compram.

Por Julie Montgomery

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