Vítimas de Weinstein podem receber US$ 19 mi em indenizações

01/07/2020 - 14:00 | Por: Circolare


Várias mulheres que sofreram assédio e agressão sexual quando trabalhavam para Harvey Weinstein, condenado por estupro e outras acusações em fevereiro, receberão quase US$ 19 milhões no âmbito de uma ação coletiva, anunciou a procuradora-geral de Nova York.

Os pagamentos, que devem ser aprovados por dois tribunais, são o resultado de uma ação apresentada contra o ex-produtor de cinema, que cumpre uma pena de 23 anos de prisão, e o estúdio The Weinstein Company.

“Harvey Weinstein e The Weinstein Company falharam com suas funcionárias. Depois de todo o assédio, ameaças, discriminação e discriminação de gênero, estas sobreviventes finalmente receberão algo de justiça”, afirmou a procuradora Letitia James em um comunicado.

Harvey Weinstein cai na cela e tem concussão

09/03/2020 - 16:00 | Por: Circolare

De acordo com o jornal “The New York Post”, o produtor de cinema Harvey Weinstein caiu, bateu a cabeça e teve uma concussão, logo em sua primeira semana da prisão na cela em que está detido, na Ilha Riker, em Nova York.

“Ele caiu de cabeça e achamos que ele teve uma concussão. A cabeça dele tem latejado desde ontem”, explicou a assessora pessoal do empresário de 67 anos, Juda Engelmayer à imprensa internacional.

“Ele está miserável, mas tentando se manter otimista. Ele tem tido muito tempo para pensar sobre a vida, mas sabe que será uma batalha longa a partir de agora”, relatou.

Ainda segundo o jornal, a queda de Weinstein na prisão é decorrente da recusa da Justiça dos Estados Unidos em permitir que ele faça uso de seu andador dentro da prisão.

A publicação também conta que Weinstein está acomodado em uma área mais isolada da prisão, com a presença de apenas outros dois presidiários, por temor de que ele venha a ser atacado por outros ocupantes do local. Ele também vem sendo monitorado de perto por câmeras de seguranças e policiais para o caso de uma possível tentativa de suicídio.

Harvey Weinstein se entrega para a polícia de Nova York

25/05/2018 - 10:00 | Por: Circolare

Com um sorriso no rosto, Harvey Weinstein se entregou na manhã desta sexta-feira (25), para a polícia em Nova York.

acusado por ao menos 75 mulheres de estupro e/ou assédio, o ex-produtor de Hollywood carregava três livros, incluindo o que parecia ser a biografia Elia Kazan, diretor de filmes como “Sindicato de Ladrões” e “Uma Rua Chamada Pecado”.

Georgina Chapman, ex-mulher de Harvey Weinstein, diz que nunca suspeitou do marido: ‘Fui muito ingênua’

11/05/2018 - 10:00 | Por: Circolare

A ex-mulher de Harvey Weinstein, produtor de Hollywood, acusado de assédio sexual por dezenas de mulheres, rompeu seu silêncio em uma entrevista à Vogue, na qual afirma que “nunca” suspeitou de seu marido e que foi muito “ingênua”.

A estilista britânica Georgina Chapman, de 42 anos, pediu o divórcio pouco depois que o escândalo foi revelado. “Tinha o que eu pensava que era um casamento feliz. Amava a minha vida”, disse a estilista, fotografada para a entrevista por Anne Leibovitz. “Perdi cinco quilos em cinco dias. Não conseguia manter a comida dentro”, contou.

Chapman fugiu de Nova York para Los Angeles e depois para Londres, e diz que não saiu de casa durante cinco meses.

“Me sentia tão humilhada e destruída”, disse.

Quando o escândalo explodiu, ela disse ter ficado em choque: “Foi difícil porque o primeiro artigo era sobre uma época em que eu ainda nem o conhecia, então por um minuto eu não consegui tomar uma decisão. Mas as histórias aumentaram e eu entendi que não era um caso isolado. Foi quando eu percebi que precisava me afastar e tirar as crianças dali”, concluiu.

Uma Thurman finalmente detalha ataques que sofreu de Harvey Weinstein

04/02/2018 - 10:00 | Por: Circolare

Depois de dizer que esperaria sua “raiva” passar para se pronunciar, a atriz Uma Thurman  finalmente revelou como o produtos Harvey Weinstein a assediou sexualmente.

Em entrevista ao jornal “The New York Times” ela relatou as investidas de Weinstein.

“O complexo sentimento que nutro por Harvey é sobre o quão mal eu me sinto a respeito de todas as mulheres que foram atacadas depois de mim”, disse ela.

A atriz trabalhou pela primeira vez com o produtor durante a produção de Pulp Fiction (1994), dirigido por Quentin Tarantino, e chegou a conhecer a mulher de Weinstein. “Eu o conhecia muito bem antes de ele me atacar”, afirmou.

Na primeira tentativa,em Paris, ela e Harvey Weinstein falavam sobre um roteiro dentro do quarto do produtor, quando ele se despiu do roupão que vestia. “Pensei que ele estava sendo super idiossincrático, como se isso fosse algo de um tio excêntrico”, explica.

Em seguida ele pediu que ela o seguisse através de um corredor. “Eu o segui por uma porta e era uma sauna. Eu estava lá em pé, vestindo jaqueta, botas e calças de couro. Estava tão quente e eu disse: ‘Isso é ridículo, o que você está fazendo?’ Ele foi ficando muito nervoso e irritado e desistiu”, contou.

Pouco tempo depois veio o ataque mais incisivo, na suíte de Weinstein no luxuoso Savoy Hotel, em Londres. “Ele me empurrou para baixo, tentou se lançar sobre mim, tentou se expor. Ele fez todos os tipos de coisas desagradáveis”, disse. “Você é como um animal se contorcendo… Como um lagarto. Eu estava fazendo qualquer coisa que pudesse para colocar o trem de volta aos trilhos. Aos meus trilhos, não aos trilhos dele”, relatou.

No dia seguinte, Weinstein enviou um buquê de rosas à casa de Ilona Herman, uma amiga da atriz, onde ela estava hospedada na capital inglesa. Depois disso, Uma Thurman afirma ter combinado um novo encontro com o produtor, desta vez no bar do hotel, e o confrontado: “se você fizer o que fez comigo a outras pessoas, você vai perder sua carreira, sua reputação e sua família, eu te prometo”.

“Eu sou uma das razões pelas quais uma jovem garota iria entrar sozinha no quarto dele, como eu fiz. Quentin Tarantino usou Harvey como produtor executivo de ‘Kill Bill’, um filme que simboliza o empoderamento feminino. E todos esses cordeiros marcharam em direção ao matadouro porque foram convencidas de que ninguém que chega a essa posição faria algo ilegal contra elas, mas eles fazem”, afirmou Thurman.

Ainda na entrevista ao “The New York Times”, Uma Thurman relatou ter sido estuprada no início de sua carreira, quando tinha 16 anos, por um ator 20 anos mais velho que ela. O caso aconteceu na casa dele, em Nova York, depois de uma festa.

“Eu tentei dizer não, eu chorei, fiz tudo o que pude fazer. Ele me disse que a porta estava trancada, mas não corri para tentar o botão. Quando cheguei em casa, lembro que fiquei de pé na frente do espelho e olhei para as minhas mãos. Eu estava tão brava por elas não estarem sangrentas ou feridas. Algo assim toca você de uma maneira ou de outra, certo? Você se torna mais compatível ou menos compatível, e acho que me tornei menos compatível “.

Ela não identifica o homem e diz que não denunciou o caso na época. “A partir daí, acho que fiquei menos tolerante a este tipo de coisa”.

Ex-mulher de Harvey Weinstein ganhará 20 milhões de dólares com divórcio

12/01/2018 - 16:00 | Por: Circolare

Vai sair caro o divórcio de Harvey Weinstein e Georgina Chapman.

São 20 milhões de dólares que o produtor terá de pagar para a ex-mulher. Em outubro, logo após ele ter sido acusado de assédio sexual por dezenas de mulheres, Georgina pediu a separação: “Escolhi deixar o meu marido”, acrescentando que estava de coração partido por todas as vítimas “destas ações imperdoáveis”.

O acordo pré-nupcial diz que Weinstein deveria pagar 300 mil por cada ano que ficaram casados (caso durasse menos de uma década). Como os dois ficaram juntos por 10 anos, o valor anual sobe para 400 mil.

Além disso, os bens dos dois serão divididos, incluindo uma mansão em West Village de 15 milhões de dólares e uma casa na região dos Hamptons, avaliada em 12,4 milhões. O ex-casal ainda possui imóveis em Connecticut e Los Angeles.

Weinstein e Georgina, que se conheceu numa festa em Manhattan em 2004, tem dois filhos, India, de 7, e Dashiell, de quatro anos, cuja custódia será entregue à mãe.

Seal faz postagem insinuando que Oprah sabia dos assédios de Harvey Weinstein

12/01/2018 - 12:00 | Por: Circolare

Dias depois de Oprah Winfrey fazer um discurso forte, no Globo de Ouro, criticando os casos de assédio sexual em Hollywood, o cantor britânico Seal chamou a apresentadora de hipócrita, dizendo que ela sabia dos abusos cometidos por Harvey Weinstein.

Seal compartilhou no Instagram fotos da artista posando ao lado do produtor e escreveu, de forma irônica: “Quando você é parte do problema durante décadas, mas de repente acha que é a solução”.

Ele ainda deu a entender que Oprah sabia que Weinstein molestava mulheres: “Você sabia dos rumores, mas não tinha ideia de que ele assediava jovens atrizes, que, por sua vez, não sabiam no que estavam se metendo.”

Harvey Weinstein é agredido em restaurante

11/01/2018 - 10:00 | Por: Circolare

Demorou para Harvey Weinstein, o cara mais odiado de Hollywood, que é visto andando livre, leve e solto por Los Angeles, levar um “chega pra lá” de alguém.

O ex-todo poderoso foi agredido em um restaurante em Scottsdale, no Arizona, por um cliente.

Weinstein estava com um funcionário do centro de reabilitação onde está se tratando e, após se recusar a tirar uma foto com o tal agressor, o produtor levou dois tapas no rosto ao sair do estabelecimento.

“Você é um pedaço de m… por aquilo que fez com aquelas mulheres”, disse o agressor. O produtor chegou a perder o equilíbrio.

Weinstein preferiu não dar queixa à polícia.

Meryl Streep sofre com as acusações de assédio de Harvey Weinstein

20/12/2017 - 16:00 | Por: Circolare

Imagem: Reprodução

Meryl Streep não está tendo uma semana que podemos chamar de tranquila. A atriz premiada teve sua foto ao lado de Harvey Weinstein – que vem sofrendo com acusações de assédio sexual como contamos aqui -, espalhada pela cidade de Los Angeles.

Segundo o site The Hollywood Reporter, os cartazes espalhados tem a foto de Meryl seguida da frase “Ela sabia”.

Ixi!

Salma Hayek acusa Harvey Weinstein de má conduta sexual e o chama de “monstro”

14/12/2017 - 12:00 | Por: Circolare

Salma Hayek decidiu se abrir e relatou a sua terrível relação com Harvey Weinstein. Ou seja, mais uma vítima do produtor.
A atriz mexicana publicou um artigo no “The New York Times” em que descreve em detalhes os episódios de agressão e coação que teria vivido ao trabalhar com Weinstein antes e durante as filmagens de “Frida” (2002), que rendeu a ela a indicação ao Oscar de Melhor Atriz.

Salma contou que Weinstein apareceu várias vezes em quartos de hotel em que estava hospedada sem ser convidado, que pediu para tomar banho com ela (e para ela assisti-lo tomando banho), quis fazer uma massagem nela (e também pediu para que ela fizesse uma em um amigo que estava nu) e que ofereceu sexo oral em uma ocasião.

Ela também contou que em um acesso de fúria, Weinstein ameaçou matá-la: “A amplitude das técnicas de persuasão ia desde conversas calmas a uma vez que, em um ataque de fúria, ele disse palavras assustadoras: ‘Eu vou te matar, não ache que eu não sou capaz”’.

Salma disse que em uma ocasião, o produtor falou que a única coisa que via nela era seu “sex appeal” e que sua performance como Frida não trazia nada disso. Weinstein exigiu que Hayek filmasse uma cena de sexo com nu frontal como condição para conseguir terminar o longa. A atriz conta que esse foi um dos momentos mais tensos de sua carreira: “Eu cheguei no set no dia da filmagem daquela cena que eu acreditei que salvaria o filme. Foi a primeira e última vez na minha carreira que eu tive um ataque de pânico: meu corpo começou a tremer incontrolavelmente, tive falta de ar e comecei a chorar e chorar, sem conseguir parar, como se eu estivesse vomitando lágrimas.”

O artigo também faz uma reflexão sobre as condições de trabalho das mulheres dentro do meio artístico: “Por que tantas de nós, mulheres artistas, precisamos lutar em uma guerra para contarmos nossas histórias quando temos tanto a oferecer? Por que temos de lutar com unhas e dentes para mantermos nossa dignidade? Eu acho que é porque nós, enquanto mulheres, fomos desvalorizadas artisticamente a um ponto em que a indústria parou de se esforçar para entender o que o público feminino quer assistir e quais histórias queremos contar.”

Com o longa terminado, Hayek diz que Weinstein a continuou torturando por ter se negado a satisfazer suas exigências sexuais. Depois de ver uma montagem preliminar, ele decidiu que o filme não era bom o suficiente para estrear em salas e que o mandaria diretamente para o mercado de vídeo.

Foi a diretora, Julie Taymor, que lutou para conseguir que o filme estreasse em apenas um cinema de Nova York, onde passaria pelo teste do público. A resposta da plateia foi muito boa.